Um grande desconforto embate meu coração, me deixa inquieto, como um grande mar, e eu a navegar no mesmo, e um dia de remadas como outro qualquer, senti que algo estava estranho, algo fora do normal, paro de remar olho em volta, não consigo decifrar aquilo de estranho que paira no ar, então continuo a remar, sem saber o que seja, remo mas não como antes, remo com um vigor menor, passadas longas e cuidadosas tentando entender.
Não sei se será um desejo inóspito de escrever como os grandes, puder se exclamar como Lispector ou Assis, saber falar o dia-dia como Viana, talvez por acreditar que sonho parece verdade quando agente esquece de acordar, quando agente esquece de viver uma rotina, e aprende que nem tudo seja como muitas vezes é dito.
Não sei por que me sinto assim, é como um furacão que bagunça em meu peito, e não entendo como isso estoura sem pena de estilhaçar meu pensar, embaraçando minhas idéias e reformulando-as, penso escrever não para mostrar que sou poeta, isto é, se apenas com alguns versos ou frases posso me dizer poeta, apenas quero deixar uma boa mensagem mesmo que seja um sorriso arrancado de uma pessoa que não sinta animo mais para viver, mesmo que nem mude nada, mas deixe que cause um bem estar, mas faça um pensamento bom, e que seja assim um simples expandir de felicidades, mesmo que as palavras não digam nada para quem lê, mas não só apenas para deixar uma boa mensagem escrevo também para expelir de mim esse furacão, e sei que ele não cessara e até passe, mas um dia ele volta, assim será incessantemente esta inquietude. Mas que o incessante movimente em mim, aquilo que o normal da vida não pode fazer, sei quê com isso posso viver.

Nenhum comentário:
Postar um comentário